O novo comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Fernando Salema, ao lado do chefe do 4º CPA (Comando de Policiamento de Área), coronel Danilo Nascimento, estiveram reunidos durante a tarde de hoje (dia 12), com o conjunto dos vereadores da cidade. O encontro serviu para debater a política que será implantada pelo novo comando da PM na cidade, dar boas-vindas ao coronel e colocar o Poder Legislativo a disposição das autoridades policiais.

Na avaliação de Salema não há fórmula mágica para combater a criminalidade. “O relevo de Niterói é diferente de São Gonçalo. As diferenças sociais, culturais, econômicas, políticas e geográficas da cidade impõem outra estratégia. Quero motivar a tropa, trabalhar com planejamento e organização. Não sou um salvador da pátria, mas não vamos dar descanso aos bandidos”, revelou Salema, que é morador do bairro de Santa Rosa. 

Ainda conforme o novo comandante, o marginal hoje em dia tem outro perfil, não se deixa intimidar por câmeras de vigilância, não respeita a comunidade onde mora e não teme a legislação penal. “O bandido hoje é exibicionista nas redes sociais e não tem raízes. A UPP é um bom projeto de segurança para retomada de território, mas não para funcionar em 40 comunidades como foi feito. A repressão entrou, mas não os serviços do Estado”, disse Salema. 

Ele lembrou que embora estando há pouco tempo no comando do batalhão de Niterói, já esteve por duas vezes no Complexo do Caramujo e participou da ação no Morro do Zulu, onde cinco bandidos foram mortos.  Segundo o coronel Danilo, entre os 12 municípios que fazem parte do 4º CPA, Niterói foi o único que solicitou uma reunião com o novo comandante antes do início das ações de combate ao crime. A visita do coronel foi solicitada pelo vereador Renato Cariello (PDT), presidente da Comissão de Segurança da Câmara.

“Existe uma expectativa muito grande na cidade com a chegada de Salema e sua equipe. Por conta das características particulares de Niterói continuamos cobrando um programa específico para o município que seja duradouro e não esporádico conforme o acirramento da violência”, ressaltou o presidente da Casa, Paulo Bagueira (SDD).
Texto Eduardo Garnier – ASCOM CMN