Foto: Lucas Benevide 
Após diversas reclamações e denúncias desse blog (veja nossa denuncia AQUI), junto a outros e a toda população, nossas reclamações foram atendidas! Estamos muito felizes com a notícia que saiu hoje no Jornal O Fluminense. Veja: 

O processo de revitalização da Fazenda Colubandê, em São Gonçalo, enfim poderá sair nos próximos meses. A empresa que vai assumir a reforma está sendo escolhida, e segundo a Secretaria Estadual de Planejamento (Seplag), o processo de licitação já está em andamento.  O imóvel é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1940. 

O Iphan informou ainda que aguarda o envio de um projeto, por parte do Governo do Estado, para o uso do casarão. Em maio passado, a Justiça Federal concedeu um prazo de 120 dias (4 meses) para que uma providência fosse tomada e o local preservado. À época ficou decidido que a Secretaria de Planejamento do Estado iria assumir o patrimônio.

Abandonado, o grande casarão, aos poucos, se decompõe devido à ação do tempo e de pessoas que entram em suas salas e passam a utilizar o local como moradia temporária. As janelas que dão para a grande área verde de mais de 120 mil metros quadros do entorno do casarão encontram-se hoje com os vidros quebrados e espalhados pelo chão. Muitas portas estão quebradas ou arrombadas.

Dentro da piscina, entulhos permitem o acúmulo de água. Próximo da entrada, um grande painel em homenagem as mulheres pintado pela artista plástica brasileira Dejanira, na década de 1960, se mantém em destaque em meio ao descuido do espaço. O local também é muito utilizado por fotógrafos, por conta da paisagem rústica e de sua história da cidade.

O local só não está completamente abandonado por conta de uma pista de atletismo e campos de futebol, que ficam próximo dali e recebem a visita de moradores da região. Na entrada, uma guarita, vazia, dá as boas vindas à grande área verde, hoje utilizada apenas como pasto para cavalos soltos no terreno. Ao lado, existe ainda a Capela de Santana, que teve suas peças saqueadas do templo e hoje serve de abrigo para moradores de rua.

A casa foi erguida em 1618, em homenagem a Nossa Senhora de Montserrat. Desde então, o local passou por duas reformas, uma em 1740, quando foram instalados nas paredes da capela-mor dois painéis de azulejos portugueses em estilo barroco-rococó, e outra em 1969, quando o antigo chão de madeira foi trocado pelo atual, feito de tijolo de barro. Segundo o Iphan, a responsabilidade pela preservação dos bens tombados é de seus proprietários, cabendo ao instituto fiscalizar e dar consultoria para os proprietários executarem as ações de preservação após aprovação dos projetos por parte do Iphan

Fonte/Texto: Jornal O Fluminense