São Gonçalo é a terceira cidade que mais polui a Baía de Guanabara. O rio que mais contribui para isso é o Guaxindiba. A informação é do oceanógrafo, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), David Zee. O Rio Guaxindiba perde apenas para o Rio Iguaçu, na Baixada Fluminense e o Rio Pavuna, na cidade do Rio. Ele atribui ao crescimento desordenado da poluição ao redor dos rios que desembocam nas praias e falta de saneamento básico. Mesmo com a notícia desanimadora, ele acredita que é possível fazer jogos aquáticos na Baía. Zee estuda maneiras mais simples de despoluir a Baía de Guanabara para os jogos olímpicos de 2016. 


O Rio Guaxindiba tem demonstrado esse crescimento desornado. Em sua margem há muito lixo. São garrafas pet, pneus, plásticos, entre outros materiais de difícil decomposição. O mesmo acontece com os rios Marimbondo, Pedras, Bomba e Alcântara. Todos que desembocam na Baía de Guanabara demonstram total degradação. Ao desembocar na Baía, onde há o mangue é possível observar uma grande quantidade de pneus. Os flamingos utilizam esse material para se apoiar em meio à imensidão de água. 


Sobre a atual situação de São Gonçalo ele disparou “São Gonçalo é um município que está ranqueado. Está em 3º lugar com mais influência negativa para a poluição da Baía. São Gonçalo precisa muito de uma Unidades de Tratamentos de Rios (UTRs) não só para sanear. Esta cidade tem áreas muito extensas de baixa, além de área urbana desordenada. É preciso instalar saneamento básico”.


A Prefeitura de São Gonçalo informou que a Secretaria Adjunta de Habitação vem atuando para retirar as famílias ribeirinhas. Algumas foram contempladas com o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.


“Fizemos uma parceria com o Governo do Estado e há dois meses começou a ser construída a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no Rio Alcântara, já com a licença da secretaria do Meio Ambiente. Esse é o 1° projeto do Programa de Saneamento Ambiental da Baía da Guanabara, que tem patrocínio do Banco Mundial. Há estudos para a despoluição dos outros rios da cidade, porém, o programa é gradual”, Ricardo Harduim, secretário municipal de Meio Ambiente.


A Secretaria Estadual de Meio Ambiente informou que no início deste mês, o Governo do Estado firmou um convênio com dez centros de pesquisa, incluindo sete universidades, que irão auditar e projetar o futuro da Baía de Guanabara. Com o início dos trabalhos da parceria entre o Estado e as instituições de pesquisa e ensino será possível traçar metas finais e os volumes de investimentos necessários para a despoluição.

A Cedae informou que em Paquetá, em um projeto que não se encontrava no PDBG, ou sequer em compromissos olímpicos, está sendo finalizado e promoverá a ampliação do sistema de esgotamento sanitário da ilha. O projeto levará o esgoto da ilha até a ETE São Gonçalo, onde receberá o tratamento adequado. Entretanto, apenas com o que já foi concluído do projeto já existem melhorias significativas em todas as praias da Ilha de Paquetá.

Fonte/Texto: A tribuna