O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que casse a liminar que revogou a prisão preventiva do vereador gonçalense Amarildo Aguiar (PV). No parecer aos desembargadores da 1ª Turma do TRF2, a Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) citou a existência de várias provas de que um esquema de fraudes ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi praticado por uma quadrilha, tendo o vereador como mentor. Amarildo havia sido preso em julho, como alvo da Operação ‘Panacea’, que investiga essas fraudes, e é um dos réus da ação penal do MPF já recebida pela Justiça Federal em São Gonçalo.
No esquema, eram superfaturados serviços das clínicas Veja Bem, Porto da Pedra e Barro Vermelho e, num segundo momento, exigiam-se reembolsos usando guias preenchidas com valores inidôneos. De acordo com as investigações, as fraudes foram cometidas por pelo menos uma década, gerando um prejuízo superior a R$ 7,2 milhões.
Para a PRR2, é necessária manter a prisão do vereador para garantir a ordem pública e por conveniência da instrução criminal, dada a possibilidade de que solto ele continue a delinquir. O relaxamento da prisão de Amarildo Aguiar, que é policial civil, foi decidido pelo desembargador relator do pedido de habeas corpus (nº 20150000009107-3).
Segundo as investigações, o desvio de recursos federais era possível graças à atuação de Amarildo, visto como um “padrinho” pelo grupo. Com sua influência, o vereador garantia que a Câmara deixasse de fiscalizar as contas relacionadas aos gastos, de modo que os órgãos de saúde municipais e estaduais não fizessem significativas glosas (cobranças em desacordo) no montante apresentado ao SUS. Assim, se dificultariam as apurações.
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