Mais de 2,5 milhões de moradores poderão ficar sem água na Região Metropolitana do Rio. Isso porque o sistema de água das estações de Imunana e Laranjal, que abastecem os municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Paquetá está em estado de alerta. 

O sistema, que deveria operar com pelo menos 7 metros cúbicos de água por segundo, hoje está em 5,5 m³/s. Os dados foram divulgados na noite da última quinta-feira pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) durante o debate sobre crise hídrica realizado na Câmara de Vereadores de Niterói. O transtorno acontece em função da falta de chuva. O painel que monitora a quantidade de água disponível para Niterói alerta que a situação é crítica.

Desde quinta-feira (15), a concessionária Aguas de Niterói - empresa responsável pelo abastecimento no município - passou a receber menos água da Cedae. Dos 2 mil litros por segundo, agora chegam 1.500 litros, uma redução de 25%. A estiagem que castiga a região Sudeste afetou diretamente o sistema Imunana-Laranjal, que abastece cerca de 2 milhões de pessoas nas cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Paquetá.

Para conscientizar a população, a concessionária Águas de Niterói está distribuindo panfletos em condomínios residenciais e prédios de grande movimento. Mas muita gente já percebeu que a água diminuiu.

A concessionária diz que são problemas pontuais em bairros como Pendotiba e Largo da Batalha. O superintendente da concessionária Águas de Niterói negou que a cidade viva um racionamento e afirmou que a situação só vai voltar ao normal quando chover.