Niterói completa neste domingo 442 anos. E o prefeito Rodrigo Neves escolheu o Horto do Fonseca, na Zona Norte de Niterói, como o local para anunciar os planos para a cidade em 2016. Um dos mais importantes, segundo ele, será a implantação, dentro de três meses, na região de Pendotiba, do Centro de Controle Operacional da NitTrans (CCO), que fará a modernização dos semáforos e a sincronização da sinalização semafórica nos principais 110 cruzamentos da cidade. 

O empreendimento contará com recursos captados junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), estimados em cerca de US$ 5,6 milhões (cerca de R$ 12,4 milhões). Segundo Rodrigo, a implantação das câmeras do Cisp contribuirão para o monitoramento do CCO. A unidade será um dos centros mais modernos do mundo.

Com a iniciativa, mais de 90% da cidade receberá a Onda Verde. Um dos sistemas mais modernos de acompanhamento de sinais que uma cidade pode usufruir. Haverá no CCO uma sala com diversas televisões e computadores de alta tecnologia, onde serão acompanhados 24 horas por dia os 270 sinais luminosos de Niterói.

Ainda no pacote de obras para 2016, Rodrigo disse que no primeiro semestre todas as ruas do Cafubá serão entregues pavimentadas e drenadas. Além disso, a Prefeitura de Niterói aguarda há quatro meses a aprovação dos editais por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que seja iniciado o cronograma de obras também na Fazendinha, na Avenida Professora Romanda Gonçalves e no bairro Santo Antônio. Os investimentos estão estimados em R$ 50 milhões.

Sobre a Segurança Pública, Rodrigo diz ter consciência que o problema da violência é uma atribuição que compete ao Estado resolver, no entanto, ele afirmou que os esforços do município estão na construção do CISP e em dobrar o efetivo da Guarda Municipal, sem deixar de cobrar a responsabilidade do Governo do Estado.

“Eu tenho pedido que a Secretaria de Segurança Pública aumente o efetivo com mais 200 policiais e a construção de um batalhão exclusivo para Niterói”, disse. 

Rodrigo disse que parte do sucesso da modernização da gestão foi dada pelo perfil do seu secretariado. Segundo ele, hoje a maioria dos secretários municipais estão na faixa dos 30 anos e 80% do gerenciamento das contas públicas da cidade é feito por mulheres.

“O governo trabalha com três aspectos mais importantes que orientaram a administração desde o início. O primeiro é o fato do governo honrar o que cumpriu. O segundo aspecto é ver Niterói com um olhar holístico, onde não houvesse discriminação nos investimentos, mas que houvesse integração entre os bairros. E, por último, a responsabilidade fiscal em gastar conscientemente”, pontuou Neves, acrescentando que em Niterói serão investidos R$ 1 bilhão até o fim de 2016.

Rodrigo disse ainda que em janeiro a Unidade Municipal de Urgência Doutor Mário Monteiro, na Região Oceânica, será entregue à população. Já em abril, será a vez do Getulinho, no Fonseca. Segundo Rodrigo, essas unidades são referências na Região Metropolitana, o que acaba atraindo moradores de outros bairros.

“O Getulinho recebe 250 mil pacientes e, desse número, 130 mil pessoas vêm de fora, representando mais de 50% dos atendidos. O Mário Monteiro recebe mais de 40% de pacientes de fora. Isso faz com que o atendimento seja prejudicado algumas vezes, até porque todo o investimento é apenas do município. O Estado também precisa honrar com obras que saiam do papel”, observou o prefeito, que garantiu não medir esforços para que a cidade continue crescendo em 2016.

Ao fim da entrevista, sentado no banco da praça do Horto, com as obras do SkatePark ao fundo, Rodrigo encheu os pulmões para dizer que se considera o prefeito mais feliz do Brasil. Segundo ele, sua felicidade se baseia nos investimentos que foram feitos na cidade no momento em que a Região Metropolitana atravessa forte crise financeira.

“Temos trabalhado nestes dois anos e 11 meses durante 16 horas por dia, de domingo a domingo. Minha esposa e meus filhos notam minha ausência, mas eles entendem o quanto é necessário. Vamos governar durante quatro anos de crise. Na transição, nós vimos a situação dramática da cidade. Não escolhemos reclamar da vida, mas enfrentar a crise com determinação e muito trabalho, fazendo com que a crise se transformasse em oportunidade para modernizarmos a gestão, racionalizando gastos públicos”, disse Rodrigo, até ser interrompido por uma gari da Clin, que pediu pra fazer uma selfie com ele. 

FONTE/TEXTO/FOTO: JORNAL O FLUMINENSE