O funcionamento das principais emergências hospitalares da rede estadual de saúde começou a ser restabelecido nesta quinta-feira (24), a partir da primeira ação prática do gabinete de crise, criado na quarta-feira (23) pelo governador Luiz Fernando Pezão, em parceria com o Ministério da Saúde e a Prefeitura do Rio. Segundo o Governo do Estado, milhares de medicamentos e materiais hospitalares, doados pelo governo federal, já estão sendo entregues nos hospitais. 

Nesta primeira etapa, cerca de 300 mil itens - que vão de luvas cirúrgicas a agulhas e próteses ortopédicas - chegaram às unidades. Os insumos somam R$ 20 milhões. Novos lotes serão distribuídos para outros hospitais do estado, já na próxima semana. 

Pezão anunciou que as organizações sociais (OSs) já começaram a pagar fornecedores, enfermeiros e médicos. 

"Esperamos que, a partir de segunda-feira (28), esses pagamentos se normalizem. Na quarta-feira tive mais sinalizações de recursos entrando no caixa do estado na próxima segunda-feira. Tudo o que entrar, vou destinar para pagamentos da Saúde, para normalizar a situação e entrarmos janeiro com tranquilidade", esclareceu o governador, que acompanhou a saída das doações, no Hospital Federal da Lagoa. 

Procedimentos - O secretário nacional de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, anunciou nesta quinta que pacientes internados nos hospitais estaduais poderão realizar cirurgias em unidades federais, caso seja necessário. 

"A rede federal pode recebê-los, realizar o procedimento e, depois devolvê-los para recuperação na unidade estadual", antecipou Beltrame. 

O representante do Ministério da Saúde reiterou que a parceria da União com o Governo do Rio, além de financeira, é técnica e material. 

"O Instituto Nacional do Câncer já entregou dietas para pacientes de vários hospitais da rede estadual, o que é uma forma de materializar e dar uma concretude ao auxílio do governo federal. Ao todo, 25 pacientes já foram transferidos de hospitais estaduais para federais" detalhou o secretário. 

O Rio decretou estado de emergência na Saúde. A iniciativa, assim como o gabinete de crise, tem duração de 180 dias e visa a superar burocracias no abastecimento dos hospitais. 

Pezão anunciou também a obtenção de R$ 297 milhões para iniciar a regularização do atendimento nas emergências. Os recursos chegarão às unidades de saúde por meio de convênio firmado com a Prefeitura do Rio (R$ 100 milhões), do Ministério da Saúde (R$ 135 milhões), além de R$ 152 milhões de receita de ICMS. 

A previsão é de que os valores oriundos da arrecadação de ICMS e da Prefeitura do Rio estejam disponíveis para a Secretaria de Saúde já nos próximos dias. Dos repasses federais, R$ 45 milhões chegaram essa semana e já estão sendo aplicados na quitação de débitos com fornecedores; R$ 15 milhões estarão disponíveis no dia 30; e os outros R$ 75 milhões serão repassados ao estado no dia 10 de janeiro. 

Fonte/texto/foto: O fluminense