Foto: O Dia
O prefeito Neilton Mulim publicou no Diário Oficial de 09/01, um decreto reajustando a tarifa das linhas municipais, que passaram de 3,10 para 3,45, um aumento maior que a inflação, justamente em um momento de grave crise econômica, onde os mais afetados estão sendo estudantes e trabalhadores de baixa renda. 

No decreto foi informado que o valor teria se baseado em diversos itens, como aumento dos combustíveis, manutenção da frota e reajuste dos profissionais do transporte. Porém, não foi divulgado quais serias os valores baseados para tal reajuste, mostrando falta de transparência na gestão pública da cidade.

Se levarmos em consideração um cidadão gonçalense que utiliza o transporte público para ir e voltar de casa para o trabalho, ele gastaria em torno de 167,00 por mês. Já com o aumento da tarifa, esse valor passa a ser de 186,00, um aumento real de mais de 11%, acima da inflação, diminuindo ainda mais o poder de compra da população na cidade. 

O aumento do salário mínimo foi de 92,00, então, podemos dizer que, em São Gonçalo, 20% desse valor será diretamente gasto com o transporte. Ou seja, 1/5 do aumento do salário do trabalhador de baixa renda irá diretamente para as empresas de transporte da cidade.

Alguns movimentos sociais da cidade já organizam um grande ato para a próxima quinta-feira, dia 14/01, com uma caminhada às 17h, da Praça Zé Garoto até a escadaria da Prefeitura, onde as 18h irá acontecer uma assembleia popular, onde o movimento irá reivindicar uma Audiência Pública na Câmara de Vereadores, para que o executivo possa apresentar as contas que embasaram tal aumento. 

Um documento solicitando a revogação do aumento até que essa Audiência ocorra já está sendo preparado.