O vereador Armando Marins (PR) solicitou, durante a semana passada, ao Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (Comdepisg) e à Coordenadoria de Políticas para o Idoso mais informações sobre as instituições irregulares que permanecem cuidando de idosos em São Gonçalo. A ideia é avaliar a situação das unidades e discutir a construção de políticas públicas que beneficiem e garantam a qualidade de vida desta parcela da população e melhorias na fiscalização das Instituições de Longa Permanência para o Idoso (ILP).

Segundo o vereador, um levantamento da Coordenadoria de Políticas para o Idoso indica que há 50 ILPs funcionando no município com problemas. Destas, 75% não possuem condições mínimas para manterem os idosos em regime de internação. Visitas dando orientações quanto à documentação, equipe técnica necessária para atendimento, entre outras medidas, são realizadas frequentemente de acordo com denúncias. As instituições visitadas que não se enquadram dentro das leis citadas, possuem o prazo de três meses para se adequar.

Para Armando Marins, os principais problemas encontrados nos abrigos de São Gonçalo são a superlotação e maus tratos.

“Além desses ambientes não estarem capacitados para receber idosos, uma vez que não estão cadastrados no Conselho Municipal do Idoso, o que é exigido por lei, muitos dos idosos são abandonados pelas famílias, outro desafio a ser vencido. Precisamos trabalhar juntos e com quem realmente tem interesse em oferecer um bom serviço. Quem não quiser, nós vamos jogar duro, porque não podemos permitir que os idosos sejam tratados com desrespeito”, afirmou.

Entidades foram fechadas
Ainda de acordo com o vereador, em 2015, 40 ILPs foram visitadas em São Gonçalo. Oito foram parcialmente interditadas, 12 foram totalmente interditadas, com o encerramento das atividades, e quatro foram reabertas e estão sendo monitoradas.

Presidente da Comissão de Direitos do Idoso da Câmara de Vereadores, Armando Marins acompanhou o fechamento de uma casa de acolhimento, no Jardim Catarina. Os 46 idosos internados foram transferidos para outro local, após constatação que o abrigo apresentava forte odor de urina, pouca iluminação e medicamentos em local inadequado.

A instituição já havia sido visitada em outras oportunidades e se comprometeu a melhorar as condições, mas nada foi feito e as denúncias continuaram.

“Ás vezes, quando visitamos alguns abrigos, parece que falta orientação adequada. Então os ajudamos a se adequarem para que possam fazer convênios, mas após outras denúncias e visitas, constatamos que nada muda”, explicou o vereador.

A Coordenadoria de Políticas para Idosos confirmou os números apresentados pelo vereador.

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