Educação, saúde, saneamento básico e assistência social serão prioridades para o Leste Fluminense no orçamento do Governo do Estado em 2016. É o que esperam os deputados estaduais Comte Bittencourt (PPS), Flavio Serafini (PSOL), Nivaldo Mulim (PR), Rafael do Gordo (PMDB), Rosângela Zeidan (PT) e Sadinoel (PMB), que destinaram recursos para estas áreas com emendas ao Projeto de Lei 928/15, a Lei Orçamentária Anual (LOA). Contactado, Waldeck Carneiro (PT) não enviou resposta a O SÃO GONÇALO até o fechamento desta edição.

O gonçalense Nivaldo Mulim reservou R$2 milhões relativos às emendas individuais – aquelas escolhidas livremente pelos parlamentares – a um programa de tratamento de esgoto para sua cidade de origem, que inclui também a estruturação da coleta seletiva no município.

“São Gonçalo ocupa o 3º lugar em falta de saneamento básico, de acordo com os dados do Instituto Trata Brasil. Acredito que a implementação da coleta seletiva faz parte de uma proposta de gestão adequada de resíduos sólidos e, portanto, contribuirá para a melhoria das condições de vida dos gonçalenses e o desenvolvimento da economia local”, considerou.

Em consonância à sua atuação como presidente da Comissão Permanente de Saneamento, Nivaldo também reivindicou recursos para a instalação de Unidades de Tratamento de Rio voltadas para a recuperação dos rios Alcântara, Guaxindiba e Imboaçu. O parlamentar também aprovou, junto aos colegas da Casa, a qualificação de mulheres chefes de família e de jovens em situações de extrema pobreza e o atendimento veterinário móvel, e melhorias na infraestrutura do Colégio Estadual Santos Dias, todos em São Gonçalo.

Rafael do Gordo contemplou duas propostas com o valor das emendas individuais: o projeto “Novo Olhar”, que oferece serviços de oftalmologia e clínica geral a idosos; e o projeto “Cidadão”, que proporciona prática de atividades educacionais esportivas em comunidades carentes, com foco no desenvolvimento psicossocial de crianças a partir dos 7 anos. Cada um receberá R$1 milhão.

Mais saúde em Itaboraí – “O sistema de assistência móvel precisa ser aprimorado. Para isso, solicitamos compra de ambulância. O Hospital Estadual João Batista Caffaro foi lembrado nas emendas de prioridade a fim de que a reforma e a reabertura da emergência e do CTI da unidade se tornem realidade. O Hospital Estadual Tavares de Macedo também depende de reforma, pois não há condições de atender de forma digna”, pontuou. O parlamentar também destinou R$155 mil para reforma na Escola Estadual Moacyr Padilha, no Apolo II.
Comte Bittencourt: sempre voltado para a educação e Rosânngela Zeidan também focou em verbas para o setor

Crise na educação estadual também mobilizou atuação dos parlamentares
Intervir na crise pelo qual passa a Universidade Estadual do Rio foi uma das principais metas da Comissão de Educação da Alerj, com o apoio de outros parlamentares. Prova disso é a deputada Zeidan, que remanejou os R$2 milhões em emendas individuais à instituição, que possui mais 10 campi, incluindo São Gonçalo.

“Diante de um panorama de corte de gastos por parte do Governo, nossa meta era garantir que saúde, educação e segurança sofressem menos com os reajustes”, destacou Zeidan, comemorando a garantia de um centro de referência LGBT em Maricá.

À frente da comissão, o deputado Comte Bittencourt buscou reverter o quadro desfavorável à educação pública a partir de emendas que contemplassem as universidades públicas, os servidores e a Secretaria Estadual de Educação.

No texto final, a área será alvo da maior parte dos investimentos, com um total de R$ 54 milhões para as instituições de ensino superior e R$ 53,6 milhões para a Seeduc.

Fora da comissão, Comte optou por R$1,8 milhão para instalação de UPP em Niterói, R$1,4 milhão para recuperar a infraestrutura do Abrigo Cristo Redentor, em São Gonçalo, entre outras ações.

Outras prioridades – Os demais órgãos que receberam prioridade da Alerj com emendas parlamentares foram: o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com R$ 300 milhões para o término das obras iniciadas em 2015; a Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária (Seapec), com R$ 3 milhões; a Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon), com R$ 9,7 milhões; e o Ministério Público (MP-RJ), com R$ 88 milhões.

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