Na última semana, agentes do controle de roedores da Vigilância Ambiental da secretaria de Saúde, intensificaram as ações em vários bairros do município de São Gonçalo. A aplicação do raticida é feita em áreas públicas, em locais como bueiros, bocas de lobo, lixos, terrenos baldios e becos ou através de demandas realizadas pela população no Disque-Roedores, no número 2605-2341. 

No bairro Rosane, dois terrenos viraram depósito de lixo. Segundo moradores, pessoas vem de longe para jogar entulhos no local em carros, carroças e caminhões. 

Moradora da Rua Fugêncio Olegário Dantas há cinco anos, a dona de casa Jailma Santana, 55 anos, reclama que o odor desagradável e os insetos causados pelo lixo atrapalham seu dia a dia. 

"Tenho uma mãe acamada, gosto de deixá-la na varanda para tomar banho de sol pela manhã mas o mau cheiro não deixa. Vem gente de longe, jogam sofá, queimam fio de cobre e das vezes em que fui reclamar ainda fui xingada. Tem dia que o caminhão da prefeitura cata o lixo e 10 minutos depois já estão jogando mais entulhos. O container fica vazio, jogar no chão é mais fácil para eles", reclama. 

Após aplicarem raticida em todo terreno, a equipe flagrou um homem chegando em uma carroça e despejando partes de uma árvore e alguns entulhos. Segundo ele, que se identificou como Ricardo, vai do bairro Boa Vista até o local para catar ferro velho, mas que no meio do caminho é interceptado por moradores que lhe pagam para levar o lixo até o local. 

No último domingo foi realizado um mutirão da limpeza em diversos bairros do município. A força-tarefa, montada pela secretaria de Infraestrutura e Urbanismo junto à empresa responsável pela limpeza da cidade, foi escalada para retirar das ruas resíduos de lixo produzidos na semana entre o Natal e o Ano Novo. 

"A coleta nestas vias é feita regularmente e diariamente, então não existe a necessidade de jogar o lixo nas calçadas, nos terrenos e dentro dos rios e valões. A população tem que ajudar na limpeza da cidade e evitar tragédias, uma vez que o lixo dentro dos rios causa enchentes e o lixo nas ruas favorece a multiplicação do mosquito Aedes aegypti, que já matou centenas de pessoas no país", explicou a secretária de Infraestrutura, Ana Cristina Silva. 

A empresa responsável pelo terreno foi procurada e disse que enviará um responsável para verificar as denúncias. 

Fonte: Ascom/Semsa
Autor: Marcelle Correa
Foto: Marcio Oliveira