Tudo que você está lendo foi publicado no site do jornal EXTRA, porém, nosso blog sempre vem comentando sobre a situação do bairro e o abandono do poder público, que fez várias promessas para os moradores e nenhum foi cumprida. Para piorar, os moradores ainda tende conviver com o aterro que causa um odor imenso dentro das casas dos moradores. 

Veja a matéria publicada pelo Extra. No final, link para acessar direto no site do jornal. 

Robson Moura, líder comunitário do Anaia, com a planta da área de lazer prometida
Líder comunitário do bairro, Robson Moura, com a planta
da futura praça do bairro. | Foto: Extra
Ruas pavimentadas, áreas de lazer e outras melhorias estruturais. Isso foi anunciado para os moradores do Anaia, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, como moeda de troca pela instalação de um aterro sanitário. Quatro anos depois, os moradores ainda sofrem com ruas de terra batida e com um terreno baldio como praça. Já o aterro foi inaugurado, em 2012, e funciona a todo vapor, espalhando vez ou oura o mau cheiro do lixo pelo bairro.

— Em alguns casos, a prefeitura chegou a começar as obras, mas largou os canteiros sem dar satisfação — reclama o líder comunitário Robson Moura: — Quando estavam para inaugurar a escola municipal, começaram a colocar meio-fio nas ruas Benedito de Oliveira e François Severt, mas pararam.

A pavimentação das ruas eram uma contrapartida para instalação do aterro sanitário da cidade
Ruas aguardam pavimentação | Foto: Extra
A pavimentação das ruas eram uma contrapartida para instalação do aterro sanitário da cidade. A pavimentação das ruas eram uma contrapartida para instalação do aterro sanitário da cidade. 


Montes de pó de pedra, usado na terraplanagem, estão cobertos por capim. Na parte alta da François Severt, manilhas estão empilhadas. Para quem viu o material chegar, resta o desânimo.

— Quando vimos as máquinas, a esperança brilhou. Mas agora é isso — desabafa Ailton Fernandes, de 76.

Segundo Robson, a Rua Pedro Alves Rodrigues também não foi concluída. Algumas vias, com obras realizadas por moradores em mutirão, ainda estão sendo feitas. O terreno baldio na esquina da Rua Alcides José Eleotério com Clodomiro Antunes da Costa era para ser uma praça. A desapropriação foi publicada no Diário Oficial de outubro, mas até agora nada.

— A construção será feita pela empresa que opera o aterro, mas a prefeitura precisa demarcar a área. Nem isso a gente consegue! — lamenta Robson.

Empresa: ainda falta indicação de terreno
A empresa Foxx Haztec, em parceria com a Prefeitura de São Gonçalo, informou que está aguardando a indicação do terreno para dar início às obras de construção da praça no Anaia. Já a prefeitura não respondeu nada até o fechamento desta edição.

Em outubro passado, a comunidade recebeu a primeira área de lazer como contrapartida por abrigar até 2.500 toneladas do lixo por dia: um campo de futebol. Mas não foi fácil garantir a construção do campo, que exigia apenas drenagem e terraplanagem.

Em dezembro de 2014, quando o aterro estava em funcionamento há dois anos e meio, o ‘‘Mais São Gonçalo’’ mostrou o drama dos moradores em busca das contrapartidas ao aterro. Hoje eles ainda brigam pela chegada de benfeitorias.

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