Uma reunião realizada na manhã desta segunda-feira na secretaria municipal de Políticas Públicas para Idoso, Mulher e Pessoa com Deficiência deu o ponta pé inicial para a implementação do Plano de Acessibilidade do Município de São Gonçalo. Representantes de secretarias municipais e do Consórcio das Empresas de Ônibus de São Gonçalo sentaram à mesa para discutir as diretrizes do plano que prevê desde melhorias na infraestrutura urbana até a reestruturação das linhas de ônibus. A expectativa do grupo é de que a medida entre em vigor antes do fim do ano. 

De acordo com a secretária municipal de Políticas Públicas para Idoso, Mulher e Pessoa com Deficiência, Tânia Soares, o novo plano também ajudará o município a obter recursos do Governo Federal. Ela adianta ainda que o documento irá tratar a acessibilidade de maneira ampla, levando em conta não apenas as necessidades das pessoas com deficiência, mas também as dos idosos, obesos, gestantes e das mulheres com crianças de colo. 

"Muita vezes, quando falamos em acessibilidade pensamos apenas nos deficientes físicos e cadeirantes, mas existe a deficiência visual, a obesidade e as pessoas com mobilidade reduzida (momentânea ou não) que também precisam ter o direito de ir e vir garantido. Neste plano, todas essas questões serão levadas em conta. Além das empresas de ônibus, que estão representadas no grupo, vamos conversar com as associações comerciais e outras entidades para pensar soluções para todos os setores. Sem contar que sem um plano estruturado não conseguimos recursos do Ministério das Cidades", ressalta Tânia, que preside o grupo de trabalho criado pelo prefeito Neilton Mulim, por meio de decreto, para elaborar o Plano de Acessibilidade de São Gonçalo. 

A primeira atividade do grupo já foi definida. A pedido do representante do Consórcio das Empresas de Ônibus, Márcio Barbosa, será realizado um levantamento das áreas onde há maior circulação de idosos ou pessoas com dificuldade de locomoção - bairros e ruas onde estão localizados hospitais, postos de saúde, clínicas de reabilitação etc, para reestruturação das linhas de ônibus. 

"Às vezes, temos ônibus adaptados e de duas portas circulando em áreas onde a demanda por esse tipo de veículo é pequena, enquanto há linhas que passam por hospitais e não contam com veículos adaptados. Isso pode ser revisto", afirmou Barbosa. 

O subsecretário de Políticas Públicas para Idoso, Mulher e Pessoa com Deficiência, Cleiton Monteiro, acredita que o Plano de Acessibilidade ajudará a construir uma nova São Gonçalo: 

"Com esse plano, temos a oportunidade de corrigir um problema de 125 anos. Ele vai permitir que a gente avalie as situações dos acessos e busque soluções. Nós já discutimos a questão há algum tempo. De 24 a 27 de abril, por exemplo, participamos da Conferência Nacional da Pessoa com Deficiência, em Brasília, onde apresentamos quatro propostas que foram aprovadas, mas falta um plano estruturado para São Gonçalo. Temos que normatizar o que deve ser feito e o que precisa ser melhorado". 

Também deve constar no plano a criação de um curso de capacitação para motoristas de ônibus e profissionais que atuam no atendimento de empresas ou instituições que recebem idosos e pessoas com deficiência. Participaram da reunião também o presidente do Conselho da Pessoa com Deficiência (COPEDE), Raymundo de Castro; os representantes das secretarias municipais de Transporte, José Cardoso, de Administração, Maria Lúcia Lima, e a responsável pela coordenadoria da Pessoa Idosa da secretaria municipal de Saúde, Gina Paola. 

Fonte: Ascom
Autor: Jaciara Moreira
Foto: Girley Oliveira