Prefeitura de Itaboraí | Foto: Extra
O que está ruim pode sempre ficar pior. No final de 2015, com as obras paralisadas do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), o município de Itaboraí amargou queda de arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviços) de R$ 23,24 milhões em janeiro de 2015 para R$ 5 milhões em dezembro daquele ano. No último mês de junho, caiu pela metade. Arrecadou somente R$ 2,580 milhões. Em franca decadência econômica e numa crise sem precedentes em toda a sua história, a cidade procura alternativas.

Como desgraça pouca é bobagem, o repasse do ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços), pelo Governo do Estado – também em gravíssima crise – vem caindo nos últimos três meses. Em abril, foram repassados R$ 5,8 milhões; em maio, R$ 5,5 milhões e em junho, R$ 4,8 milhões. O que reflete na queda da qualidade da merenda nas escolas da rede pública municipal, no atendimento nas unidades da rede de saúde (falta de insumos, medicamentos e de profissionais) e atraso no pagamento aos fornecedores e empresas que prestam serviços à prefeitura. Outro problema é o atraso no pagamento de salários. O governo admitiu e ressalvou que este atrasa em até 15 dias, no máximo.

Entre elas está a agilização para concessão de alvará para empresas. Hoje, em 48 horas, um empresário pode abrir um negócio no município. O objetivo é incentivar a abertura de novos negócios. Outra iniciativa é uma parceria com o Sistema Nacional de Empregos (Sine), que disponibilizou uma sala para as empresas fazerem entrevistas com os candidatos a uma vaga.

Outra aposta é transformar a cidade em polo logístico para escoamento de produtos, através do Arco Metropolitano, obra financiada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que ligará Itaboraí ao Porto de Itaguaí, por meio da rodovia Magé-Manilha, cujos 25,5 quilômetros estão sendo duplicados desde agosto de 2014, com previsão de entrega em julho de 2017. O arco é uma estrada construída no entorno da Região Metropolitana do Rio para desviar o tráfego de veículos que atravessa a capital do estado e diminuir os engarrafamentos.

Procurada, a Petrobras informou que não tem previsão de fazer licitação na refinaria Trem 1 do Comperj, cujas obras estão 87% concluídas, e da Central de Utilidades.

Fonte: A tribuna