O entrevistado desta vez é o pré-candidato a vereador em São Gonçalo Flávio Ferreira de Oliveira, de 36 anos. Flávio é morador residente do bairro Vila Lage, filiado à Rede Sustentabilidade, casado há 13 anos e tem uma filha de 12 anos. Trabalha como vigilante. É evangélico.

Veja a bela entrevista cedida por ele ao blog A política RJ:

Aproveite e conte um pouco da sua trajetória. Como e por que entrou política?

Cresci vendo meus pais ajudando a comunidade. Em eleições apoiavam candidatos que se comprometiam com melhorias no nosso bairro. Em 2007, decidimos nos envolver mais profundamente para poder pleitear a vereança, andando nos bairros, conversando com a população e vendo a real necessidade de todos.

Quais são suas experiências políticas?

Em 2012, quase concorri, mas uma coligação feita pelo partido impediu minha candidatura, mesmo já tendo os materiais gráficos prontos e já tendo participado da propaganda televisiva.

Já concorreu em outras eleições?

Não.

Qual sua expectativa para as eleições deste ano?

Muito boa! Sei que a campanha para vereador é uma das mais difíceis por ter mais de 800 candidatos, só no meu bairro são três. Mas vejo que a população tem se mostrado mais atenta, não está engolindo papo furado. Acredito que vão buscar votar com consciência e responsabilidade.

Se for eleito, quais projetos pretende defender no legislativo de São Gonçalo?

Saúde, segurança e educação precisam ser prioridades. Temos uma situação grave hoje, que é a questão da falta de merenda nas escolas. Piorou muito depois que as diretoras perderam a autonomia de comprar os alimentos e o material de limpeza. Temos que repensar o atual modelo, dando condições para que os profissionais realizem um bom trabalho e garantindo a segurança desses ambientes, por exemplo, com a guarda municipal atuando.

O seu partido tem um pré-candidato a prefeito, que é o atual vereador Diego São Paio. Quais chances você vê para que ele possa ganhar a eleição e por quê?  

As chances são boas, e o mandato dele já demonstra isso. Ele não caiu de paraquedas na Câmara. Trabalha com muita responsabilidade e transparência. Por onde passa, conversa com a população e presta conta do que faz como vereador.  Esse posicionamento tem sido elogiado pelos cidadãos, porque ninguém vê isso em outro vereador, alguém que olha nos olhos e esclarece o que um vereador deve fazer.

Quantos votos você precisa para ser eleito?

Uns 4 a 5 mil.

Para você, nas eleições os religiosos fazem a diferença?

Com certeza. A população religiosa quase chega a 90% em São Gonçalo. Acredito que o líder religioso tenha o dever de orientar os fiéis a participar da política, a pesquisar os candidatos.

A sua comunidade apoia sua candidatura a vereador?

Sou muito conhecido na comunidade por ter esse histórico de reivindicar melhorias na região junto à minha família. A galera do futebol, das igrejas, todos me conhecem, sabem da minha índole e que podem confiar em mim como um representante.

Como você avalia o governo do atual prefeito Neilton Mulim?

Pelo que vejo e pelo que as pessoas têm comentado nas ruas, a população está bastante frustrado com o governo dele, dizem que nem Dr. Charles foi um perfeito tão ruim. Ele administra tudo sozinho, não dialoga com as pessoas, ninguém o vê.  Foram muitas promessas que não vingaram. Usa da ‘caneta’ para enganar o povo. E as decisões tomadas  têm prejudicado a cidade. São vários escândalos. É triste ver um professor deixar a educação como está. O teatro municipal é um exemplo dessa má gestão. Não houve consulta popular para saber se essa obra era uma prioridade. Sem falar os gastos com a construção, de quase R$13 milhões, quase sete vezes mais do que um criado no Rio, como li aqui no blog.

Qual sua opinião sobre o trabalho que vem sendo feito pelo legislativo de São Gonçalo?

A Câmara, em geral, é omissa. Não há mobilização para fazer o que é melhor para São Gonçalo.

Se for eleito, quais temas você dará prioridade na Câmara?

Além dos projetos que já citei, acho que o bem estar dos animais domésticos também é uma bandeira importante. Precisamos de uma clínica veterinária municipal, que possa oferecer atendimento gratuito a quem precisa. Poderia haver uma triagem para definir quem se enquadra no perfil socioeconômico.

Você acredita que tem boas chances de ser eleito vereador? Por quê? 

Sim. Tenho trabalhado bastante e sido reconhecido. Meus familiares e amigos estão me apoiando e me ajudando, porque sabem do meu compromisso com a verdade.

Chegando à câmara, como pretende atuar?

Com honestidade, transparência e acima de tudo respeito a esse povo que muito sofre. Estarei  estarei sempre com meu gabinete à disposição da população e também na rua escutando e discutindo o melhor para São Gonçalo.

Para você, qual é o maior problema de São Gonçalo atualmente?

A saúde vive hoje num estado de calamidade pública. Tem posto de saúde fechado, como o de São Miguel. E nos que ainda estão abertos, falta do algodão até o gesso para imobilização dos pacientes. Tenho um amigo que

Além da sua família, a comunidade, você conta com o apoio de algum político da nossa região para apoiar sua campanha?

O Diego São Paio, além de estar me apoiando, é um vereador em que me espelho para exercer um bom mandato.

Para finalizar nossa entrevista, deixe suas considerações finais e uma mensagem à população de São Gonçalo e nossos leitores em geral.

Agradeço a oportunidade. Meu recado aos gonçalenses é de que conheçam os candidatos, tirem dúvidas. Eu lutarei por São Gonçalo. Independente de quem estiver no poder estarei cobrando. Caso não haja com responsabilidade, honestidade ou transparência, vou denunciar. Estarei sempre às ordens para ouvir as necessidades da população.