O entrevistado desta vez é o pré-candidato a vereador de São Gonçalo, Gabriel Martins, de 28 anos de idade. É morador residente do bairro Laranjal. É filiado ao PSOL e a principal bandeira é a defesa e projetos para a juventude da cidade.

Conte um pouco para nós quem é você: Aproveite e conte um pouco da sua trajetória.

Sou um jovem Assistente Social, que visa através da luta política, dar voz as demandas da juventude e da periferia no município de São Gonçalo. Possuo militância ativa, junto do movimento secundarista e universitário, com o qual iniciei minha trajetória na UFF.

Como e por que entrou política?

Uma universidade pública de qualidade, foi através desta luta que tudo teve início. No curso de Serviço Social pude participar de eleições para o diretório acadêmico. Todo o processo de envolvimento com a política e em específico, política partidária, ocorreu de forma natural. Sou extremamente apaixonado pela luta política e acredito que “Só a luta muda a vida”.

Quais são suas experiências políticas?

Minhas experiências são do movimento universitário e atualmente faço parte do JUNTOS! Um coletivo nacional de luta, onde estamos presentes em todos os movimentos sociais do município, desde o ato contra aumento de passagens até a luta dos secundaristas nas escolas ocupadas.

Qual sua expectativa para as eleições deste ano?

Será um processo bem delicado. Os últimos acontecimentos políticos no país, fizeram a sociedade desacreditar ainda mais do processo eleitoral. Para que esta realidade seja superada, é necessário muito debate, muita conversa com o eleitorado e muito compromisso com a verdade. Sem o “blá blá blá” de promessas vazias e compra de votos, que ano após ano, degradam ainda mais o nosso município.

Se for eleito, quais projetos pretende defender no legislativo de São Gonçalo?

Os projetos estão em construção, através de debates com a juventude. Nosso programa será coletivo. A juventude gonçalense precisa ter voz. Em alguns pontos já avançamos, como: Incentivo das rodas de rap (que ocorrem nas praças de nossa cidade), CPI dos transportes, maior transparência na execução do orçamento municipal, redução salarial de vereadores e prefeito, regularização dos transportes alternativos e eleição direta para diretor, nas escolas municipais.

Quantos votos você precisa para ser eleito? Para você, nas eleições os religiosos fazem a diferença?

É uma variante essa questão do voto, depende de quantos votos serão válidos, dos outros candidatos, mas acredito que uns 2.000 votos. Sobre a questão religiosa, qualquer segmento da sociedade faz diferença. A questão central é que, fazer política em um Estado Laico é fazer política para todos, e não apenas para uma fração da sociedade.

A sua comunidade apoia sua candidatura à vereador?

Sim, no entanto buscamos dialogar com diversas outras comunidades, afim de trazer o jovem para o nosso debate e para que os mesmos tornem-se parte desta construção.

Como você avalia o governo do atual prefeito Prefeito Neilton Mulim?

O governo de Mulim é um desastre, um governo que promete e não cumpre. Prometeu 70 creches, passagem a R$1,50, regularizar o transporte alternativo, melhorar o atendimento na saúde, melhorar a estrutura das escolas municipais, a construção de um terminal rodoviário em Alcântara, regularizar a coleta de lixo e muitas outras coisas que não foram cumpridas. Agora em ano de eleição, inaugurou um centro de imagem com contratos praticamente vencidos, já que só irão durar 6 meses. Tivemos a história dos ovos superfaturados e um teatro que é 7 vezes mais caro que o mais novo teatro do Rj.

Qual sua opinião sobre o trabalho que vem sendo feito pelo legislativo de São Gonçalo?

É um reflexo do desastre “Neilton”, os projetos apresentados pelos vereadores não trazem impacto para transformar a estrutura periférica que o município possui. Nem ao menos a tão urgente e necessária CPI dos transportes foram capazes de propor. Agora que o governo está naufragando, todos abandonam o barco, e apresentam soluções mágicas, como se fossem os “Salvadores do Município”. O legislativo de São Gonçalo é extremamente burocrático, classista e covarde.

Você acredita que tem boas chances de ser eleito vereador? Por que?

Sim. Ninguém entra em uma batalha, sem ter chances de vitória, eu acho! (Risos).

Chegando à câmara, como pretende atuar?

Pretendo atuar com total transparência, dialogo aberto com a sociedade e ousadia da juventude para revolucionar o município.

Para você, qual é o maior problema de São Gonçalo atualmente?

São muitos, de fato. Mas o maior começa no buraco negro que é o orçamento de SG. O município tem a 7º maior receita do Estado e ninguém sabe o que se faz com o orçamento planejado para diversos setores, como saúde e educação. Isso precisa mudar!

Além da sua família, a comunidade, você conta com o apoio de algum político da nossa região para apoiar sua campanha?

Temos o nosso pré-candidato a Prefeito, o Professor Josemar Carvalho, que sempre está ao nosso lado. Temos outras figuras políticas de outros municípios que nos apoiam, mas o ator principal deste processo é a juventude da periferia. Com o qual temos diálogo aberto e que são fundamentais para que nossa pré-candidatura avance!

Para finalizar nossa entrevista, deixe suas considerações finais e uma mensagem a população de São Gonçalo e nossos leitores em geral.

Juventude Gonçalense, moradoras e moradores de São Gonçalo, precisamos neste momento lutar, para que se processe em nosso município, uma verdadeira revolução! Chega de candidatos fichinha, mantidos por empresários e que vivem apenas de promessas fajutas. Esse é o momento de a periferia construir! De a periferia lutar e acreditar que o coletivo pode fazer a diferença! Sigamos na luta, pois “só a luta muda vidas”.

Juventude, Participação e Luta!

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