Helil Cardozo
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A direção do PMDB fluminense bateu o martelo e decidiu que o prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo, vai mesmo tentar a reeleição no pleito de outubro, em vez do deputado federal Altineu Cortes, do mesmo partido e seu maior adversário político, que tentava também disputar o cargo pela legenda. Ontem à tarde, o chefe do Executivo itaboraiense reuniu-se com o setor jurídico do diretório regional peemedebista e obteve o apoio da sigla. Agora, resta a Altineu ser vice na chapa do prefeito ou não disputar nada.

A decisão pode encerrar uma briga interna entre os dois políticos pelo direito de disputar a Prefeitura de Itaboraí. Sete anos após ter saído do PMDB, tendo passado pelo PT e o PR, Altineu voltou à primeira sigla em 16 de março deste ano, através do PMDB Nacional, com apoio da bancada federal da legenda, do presidente interino da República Michel Temer e do presidente regional do partido, o deputado estadual – e presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) – Jorge Picciani.
Na ocasião, porém, Helil, então presidente do diretório municipal peemedebista, se recusava a filiar o adversário no partido. No dia 31 de março, o diretório regional interveio e destituiu o prefeito do comando da sigla na cidade e filiou Altineu em Itaboraí. Mas, em relação a quem representaria o PMDB nas eleições, Picciani se recusava a se pronunciar sobre o assunto e que deixaria a decisão para frente. Mantinha-se o anúncio, em novembro do ano passado, de Helil como pré-candidato à reeleição.

De lá para cá, os dois se afirmaram como pré-candidatos a prefeito pela legenda, cada um buscando aliados e se reunindo com lideranças políticas. Altineu divulgou que conseguira o apoio do PRB e estava em conversas com o PSB. Procurado pela reportagem, o parlamentar estava em reunião na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ouvindo depoimento do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), que na semana passada renunciou ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados.
“Ele está com forte rejeição na cidade pela má gestão que vem fazendo e teve o mandato cassado em 1ª e 2ª instâncias da Justiça Eleitoral e pode ter a cassação confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a qualquer momento”, apontou o parlamentar.

Fonte/texto: A tribuna RJ