Cosme Salles
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Muito candidato a prefeito que já teve contas consideradas irregulares está respirando aliviado com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) da noite desta quarta-feira (10). Por 6 votos a 5, os ministros determinaram que só as câmaras de vereadores poderão tornar inelegível um prefeito que teve sua contabilidade rejeitada por um tribunal de contas.

Para o advogado e professor de direito eleitoral, Luiz Paulo Viveiros de Castro, a conclusão tira o peso da lista com 1.154 nomes que o TCE-RJ entregou à Justiça Eleitoral no último dia 3.

"O STF minimizou a relação do TCE e trouxe tranquilidade a muitos candidatos. É muito difícil um ex-prefeito não ter alguma condenação pelo tribunal. A lista só vai servir de alerta", afirmou Viveiros de Castro.

Pela decisão, só vai ter dor de cabeça o prefeito que não tiver a maioria de vereadores do seu lado. E isso, em terras fluminenses, é bem raro ou quase impossível de se ver.
O ministro Luís Roberto Barroso, um dos votos divergentes, criticou o resultado justamente porque é comum um prefeito ter o apoio de mais da metade dos integrantes do Legislativo:
"Não me parece razoável a tese em que alguém possa dizer que, comprovadamente, o prefeito desviou dinheiro, mas a Câmara Municipal, politicamente, como ele tem maioria, achar que está bem assim”, disse Barroso.

Aliviados
A decisão do STF pode ter tirado a corda do pescoço de pelo menos quatro ex-prefeitos fluminenses que são candidatos este ano e constam na lista do TCE: Cosme Salles (PROS), em Itaboraí; Carlos Moraes Costa (PP), em Japeri; Arthur Messias (PT), em Mesquita; e Flávio Campos Ferreira (PR), em Paracambi.

Fonte/texto: Extra, Extra - Por Berenice Seara

PS: Diferentemente do que diz o texto, Cosme Salles é candidato à prefeito de Itaboraí pelo PDT.