Candidato a vereador, Anderson Andef quer investir em educação, esporte
e na inclusão. Foto: Divulgação
Anderson da Andef, de 44 anos, morador do bairro de Rio do Ouro e filiado ao PR, é candidato a vereador em São Gonçalo. Caso eleito, Anderson afirma que sua bandeira será o bem estar da população, que é muito mais valioso que qualquer obra pública, afirma.

Conte um pouco para nós quem é você.
Nasci no bairro de Neves, morei no Coelho, Jardim Alcântara e hoje moro no Rio do Ouro. Sou atleta paraolímpico, diretor da Andef há 28 anos, membro da comissão nacional de atletas, que assessora o ministério dos esportes, membro do comitê executor de esporte do estado do Rio e mais importante, sou uma pessoa com deficiência assumida, que dentro das minhas dificuldades tento fazer o melhor.

Como e por que entrou na política?
Eu já estou há quase 20 anos. Trabalhei com a deputada Tânia Rodrigues, em 2008. Tive muito incentivo por parte dos atletas da nossa cidade para transformar São Gonçalo em uma cidade ideal. A minha maior tristeza é saber que os grandes valores ganham pouco dinheiro ou quando são reconhecidos vão morar em outras cidades. Tenho certeza que posso fazer um bom trabalho como vereador e cidadão gonçalense.

Quais são as suas expectativas para as eleições desse ano?
A minha expectativa é que as pessoas votem conscientes, que não vendam seus votos. Que as pessoas de bom coração possam aparecer e mudar essa política do toma lá dá cá por uma política séria. Esse é o meu sonho.

Caso eleito, quais projetos pretende defender?
Primeiramente a acessibilidade. São Gonçalo tem uma grande oportunidade de se tornar uma cidade que dê oportunidade para as pessoas com dificuldade de locomoção, como foi em Niterói, onde fui secretário de acessibilidade e hoje é um grande exemplo. E investir no esporte. Meu projeto é tentar através da Câmara que São Gonçalo tem muito a crescer no esporte. Obra, iluminação, isso é trabalho da prefeitura, meu projeto é para valorizar a vida.

Por que você acredita que o candidato a prefeito do seu partido, Neilton Mulim, possa ser eleito?
Eu acho que quatro anos é muito pouca para se desenvolver um salário. Ainda mais que ele não teve oportunidade de mostrar o seu potencial, pois teve dificuldade com um país e estado em crise. Acho que a população deveria dar mais quatro anos de oportunidade para que ele possa mostrar a sua competência.

Quantos votos você precisa para ser eleito?
Em torno de 3,500 votos. Mas o meu partido coligou com o PMDB, o que dificultou para os candidatos, então acredito que preciso de ter em torno 4 mil votos. Mas tenho rodado bastante e ouvindo que as pessoas estão abraçando essa onda do bem.

Para você, nas eleições, os religiosos fazem diferença? 
Tem o seu peso. O voto idealista é muito fraco e hoje as pessoas não estão interessadas em política, infelizmente. O voto de opinião tem que crescer para que possamos avançar.

Sua comunidade apoia sua candidatura a vereador?
Com certeza! Eu acho que eu pego um carinho das crianças, que acreditam na força do esporte. Hoje estou em muitos bairros da cidade. Eu acredito na área do 2º distrito para alcançar os quatro mil votos.

Como você avalia o governo do atual prefeito?
Não posso dar ótimo nem muito bom pois estaria mentindo. Foi um governo que enfrentou as crises, pagou dividas de outros governos e ele fez o que poderia fazer. Fez muito pela saúde e pela pessoa com deficiência, muitos projetos idealizados, o transporte na porta, centros de tratamentos, cartão estacionamento. Enfim, aguardo uma nota de bom para dar ótimo nos próximos quatro anos.

Qual a sua opinião sobre o trabalho que está sendo feito pelo legislativo?
Fraco. Precisamos renovar com sangue novo, gás novo projetos novos. Os vereadores, não todos, viraram hoje despachantes públicos. Precisamos de um vereador sério e que possa legislar pelos direitos da cidade.

Quais temas dará prioridade caso eleito?
Primeiramente cidadania, que envolve desde obras públicas a questão da educação. E o esporte, grande ferramenta de inclusão, que tira os jovens das drogas. A educação na escola, voltar com um projeto de cidadania. Creio que a educação com a pratica de esportes é caminho para a mudança.

Deixe suas considerações finais.
Eu acho que está na mão da população. Não quero ficar só reclamando, por isso deixei meu nome à disposição para tentar mudarmos. Me sinto pronto para tentar a mudar a vida do povo gonçalense.