Entrevista com Romário Regis, candidato a vereador em São Gonçalo
O entrevistado desta vez é o candidato a vereador por São Gonçalo, Romário Regis, 27, do PSB. Na entrevista, Romário diz que quer ajudar São Gonçalo a sair do século XX e entrar no XXI. O candidato a vereador também apresentou suas propostas a cidade. Confira!

Aproveite e conte um pouco da sua trajetória. Como e por que entrou política?

Ninguém entra na política. Nascemos na política, mas não reconhecemos ela como um instrumento cotidiano. Eu percebi que esse instrumento era importante quando entrei na universidade. A política não é algo abstrato. A política é gasolina para o veículo que são as ideias das pessoas. A partir disso, vi que era necessário apoiar candidatos e disputar cada palmo das institucionalidades.

Quais são suas experiências políticas?

Fui o Conselheiro Municipal de Cultura mais jovem do país em 2009, já fiz parte da gestão do Centro Acadêmico da UERJ/FFP, tenho uma Agência de Comunicação focada em educação e produção cultural. Tudo isso são experiências objetivas que chegam na esteira de experiências pessoais de conhecer nomes incríveis da cidade e fora dela. Minha maior experiência na política foi conhecer gente incrível que acredita na transformação a partir de disputas individuais e coletivas.

Qual sua expectativa para as eleições deste ano?

Quero ganhar essa eleição. Acho que minha candidatura representa uma série de questões importantes para a cidade e posso contribuir com outra visão sobre a cidade. Algo mais moderno, mais contemporâneo. Quero ajudar São Gonçalo a sair do século XX e entrar no XXI.

Qual é o candidato a prefeito que você apoia e por quê?

Marlos. Conheço ele a 8 anos. Conhece a cidade, é honesto e foi um dos melhores mandatos de vereador da história dessa cidade.

Quantos votos você estima que precisa ter para ser eleito?

Não dá para fazer essa estimativa por conta do número de votos nulos, brancos e faltas. A eleição tem só 45 dias, sem financiamento privado. Isso muda todo o tecido político da cidade.

A sua comunidade apoia sua candidatura a vereador?

Acho cafona candidaturas que representam um ou outro bairro. Vereador representa a cidade. Repare que os bairros com menos desenvolvimento da cidade são aqueles mais reféns de candidaturas do bairro. Minha comunidade é minha cidade. Quero voto em todas as Zonas Eleitorais. Represento um projeto político que precisa de toda a cidade para ser viável.

Como você avalia o governo do atual prefeito Prefeito Neilton Mulim?

O Governo de Neilton Mulim foi ruim. É preciso superar ele e recomeçar com outro Prefeito. Começar do zero é necessário e independente do Prefeito que ganhar, vou estar torcendo pra ser um bom governo.

Qual sua opinião sobre o trabalho que vem sendo feito pelo legislativo de São Gonçalo?

A Câmara de maneira coletiva é ruim. Pouco preparada, lenta, relaxada. Existem mandatos que foram incríveis. Marlos Costa e Diego São Paio foram ótimos vereadores. Me inspirei nos dois para disputar essa eleição. O resto são medianos, ruins ou nulos.

Se for eleito, quais temas você dará prioridade na Câmara?

Minha prioridade é o rendimento da Câmara e a modernização dos processos legislativos. Precisamos organizar questões básicas no primeiro ano para pensar nas mais complexas. Transparência, gestão pública, organização de orçamento e auditorias são minhas prioridades. Isso é necessário para passos maiores. Educação, Saúde, Cultura, Tecnologia e todas as grandes questões da cidade só vão avançar de fato de a gestão pública legislativa funcionar com mais velocidade.

Por quê você acredita que tem boas chances de ser eleito vereador?

Porque sou da tribo daqueles que não aceitam escambo. Represento quem não se vê representado por terno, gravata e discursos bonitos sem nenhum planejamento estratégico para ser viabilizado.

Chegando à câmara, como pretende atuar?

Equipe jovem, animada, rápida e eficiente. Mandato com contato cotidiano com a população através da internet. Gabinete com movimento, com gente fazendo proposta. Minha atuação será guiada pela bússola que são os Gonçalenses. Sou só veículo de desejos da cidade.

Para você, qual é o maior problema de São Gonçalo atualmente? Como poderíamos resolve-lo?

Eleger o maior problema é impossível. Mas diria que a questão estrutural da cidade é a organização dos processos do Poder Público. Sem clareza de Orçamento, Secretarias, Plano Diretor e informatização, não vamos conseguir dar passos largos. A maioria dos problemas surgem de uma ineficiência do poder público em responder as demandas da cidade.

Quais projetos que já tem em mente para levar ao legislativo caso seja eleito?

Meu caderno de propostas será lançado nessa terça feira a noite. Vai no meu facebook para acompanhar. São mais de 30 páginas com propostas. Sou o único vereador da cidade que fez isso, responder em apenas uma pergunta seria ignorar 4 meses de planejamento de propostas que fizemos. Vem no meu facebook para acompanhar.

Para finalizar nossa entrevista, deixe suas considerações finais e uma mensagem a população de São Gonçalo e nossos leitores em geral.

São Gonçalo é uma cidade potente. É uma cidade que tem sangue quente e vibrante. Precisamos de gente mais arejada para liderar essas mudanças no poder legislativo e executivo. As gerações anteriores tiveram um papel fundamental na organização da cidade. Agora eles precisam assumir que não sabem lidar com tantas transformações na sociedade e tem que largar o osso.  Enquanto eles não fazem isso, a gente encara eles e tira o osso na marra.