Imagens mostram homens na distribuidora de jornais
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Do G1
O depoimento do vereador Eduardo Teixeira da Silva, o Eduardo Gordo (PMDB), sobre o recolhimento de exemplares dos jornais Extra e O Fluminense, marcado para esta terça-feira (4), não acontecerá por enquanto. O advogado Rafael Kullmann conseguiu a autorização de um pedido para trazer o vereador eleito em São Gonçalo, na região Metropolitana do Rio, apenas após ter acesso aos autos do processo. Uma nova data ainda será marcada.

O advogado afirma que seu cliente não tem relação com o fato. As imagens mostram cerca de 30 homens chegando ao centro de distribuição de jornais, em Niterói, na Região Metropolitana e impedindo a circulação dos jornais Extra, do Grupo Globo, e O Fluminense. As edições traziam denúncias contra o candidato a vereador no de São Gonçalo. "O maior interessado em resolver essa situação é o próprio candidato", disse Rafael Kullmann.

O Ministério Público do Rio pediu a cassação de Eduardo Gordo por abuso do poder político e econômico. Mesmo assim, ele foi eleito nas eleições deste domingo (2) com 4.372 votos. O delegado titular da 76a DP (centro) de Niterói, Glaucio Paes, afirmou que quatro pessoas que trabalhavam no galpão de distribuição dos jornais já foram ouvidas. Ele pretende ouvir até 15 funcionários nas próximas semanas de investigação.

Denúncia do Ministério Público
O pedido foi feito depois que os promotores analisaram as imagens que mostram cerca de 30 homens chegando ao centro de distribuição de jornais. O MP também quer que o candidato fique inelegível por oito anos.

A Polícia Civil investiga câmeras de segurança para saber se o homem que aparece na imagem é o Eduardo Gordo, acusado de desviar R$ 35 milhões da saúde. As imagens da ação foram divulgadas pelo RJTV. O Ministério Público do Estado não tem dúvidas de que, naquela noite, o candidato mandou recolher exemplares dos jornais.

De acordo com os promotores, Eduardo Gordo "abusou da sua condição econômica ao recolher jornais, para tentar influenciar as eleições,  impossibilitando que muitos eleitores tivessem acesso às informações  sobre as acusações contra ele".