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Do Jornal Império de Notícias
Uma frente parlamentar está sendo formada na Câmara de São Gonçalo, encabeçada pelo vereador Alexandre Gomes, para tornar o ex-prefeito, Neilton Mulim, inelegível. O motivo: um rombo nos cofres municipais, que gira em torno de R$ 600 milhões, deixado como herança para o seu sucessor, José Luiz Nanci, que, ao tomar posse no domingo (1º), assumiu uma cidade devastada.

Toneladas de lixo se acumulam empilhadas pelas ruas por falta de coleta; o 13º salário do funcionalismo está atrasado, o que valeu para o ex-prefeito até um mandado de prisão, expedito pelo desembargador Peterson Barroso Simão, do Tribunal de Justiça do Rio; e órgãos públicos sem luz por conta de uma dívida de um ano, no valor de R$ 30 milhões, com a concessionária Enel (ex-Ampla).

Nesta segunda-feira (2), em seu primeiro dia como prefeito, Nanci encontrou o prédio da administração municipal às escuras. Às 8h, ele se reuniu, na porta da Prefeitura, com representantes da Enel e renegociou a dívida. No entanto, Nanci garantiu:

“Nossa prioridade é pagar o funcionalismo público e arrecadar dinheiro para pagar as dívidas da administração municipal”, afirmou o atual prefeito.

José Luiz Nanci também traçou um panorama do desafio que enfrentará em seu governo:

“Assumo a prefeitura nesta segunda-feira (2) em situação caótica. Temos problemas na coleta de lixo, infraestrutura, falta de segurança, manutenção nas ruas, como iluminação, sinalização e falta de urbanização. A cidade necessita de muitas ações para o bem-estar dos gonçalenses. E ainda tem a questão do orçamento, que está mais da metade comprometido com dívidas, que giram em torno de R$ 600 milhões. Em meu primeiro dia de governo, preciso quitar o 13º salário dos servidores e pagar a concessionária de energia elétrica para poder trabalhar. Ainda tem os salários de dezembro. É importante que todos estejam cientes dessa situação na qual assumimos o governo”, avalia o prefeito José Luiz Nanci.