Foto: Jornal Extra
Em reunião realizada com funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) e os secretários municipais Dimas Gadelha (Saúde) e Marlos Costa (Desenvolvimento Social), e o subsecretário de Defesa Civil, Adilson Alves, ficou decidido que o condomínio Bela Vida 1 (Minha Casa, Minha Vida), no bairro Arsenal continuará interditado. Desde novembro de 2016 os imóveis estão nesta situação, após a queda de um muro de contenção, que resultou na morte de um operário e deixou 80 apartamentos interditados.

Durante a reunião, engenheiros da CEF pediram a liberação do condomínio, mesmo diante de obras essenciais estabelecidas pela Defesa Civil de São Gonçalo. Os especialistas alegaram que as obras podem ser realizadas mesmo com a presença dos moradores, contudo, a Defesa Civil enxerga um risco muito grande para quem mora no local e não liberou a ocupação dos apartamentos.

“Nós tivemos uma audiência junto ao Ministério Público, onde ficou acordado que as águas das chuvas deveriam ser cuidadas e tratadas, e esse trabalho ainda não foi feito. Estas ações são necessárias para a liberação dos imóveis. Se aumenta a quantidade de moradores, aumenta também a quantidade de água utilizada e não sabemos quais abalos podem ser ocasionados pela saturação de um solo que não foi compactado”, explicou o subsecretário.

O secretário de Desenvolvimento Social, Marlos Costa, ainda ressaltou a preocupação com as famílias que já foram vítimas das chuvas. “Temos que ter cuidado em relação a esse condomínio, pois já apresentou diversas falhas estruturais. Muito prudente a iniciativa da Defesa Civil em manter a interdição do empreendimento. Não podemos colocar essas famílias em risco”, disse Marlos.

De acordo com os engenheiros da CEF, os prédios não oferecem risco de cair, já que a estrutura dos mesmos não foi comprometida. Segundo laudo técnico da instituição financeira, os pilares de sustentação são alicerçados na rocha.

No entanto, o secretário de Saúde também concordou em não arriscar as vidas das pessoas antes da realização das obras necessárias. “Existe uma insegurança muito grande em relação ao solo nas áreas comuns do empreendimento. Acredito ser pudente realizar as obras para garantir segurança total àquelas famílias”, afirma Dimas Gadelha.