Vereador quer CPI da Cedae | Foto: Divulgação
Iniciativa pode romper o contrato que não foi executado pelo Estado.

O vereador do PSDB Sandro Almeida, está recolhendo assinaturas para dar entrada na CPI da CEDAE. Segundo o vereador, o governador Pezão não dispõe de credibilidade e capacidade para pilotar a venda da companhia que gera lucro para os cofres estaduais. O tucano pediu apoio aos colegas do legislativo, já que será preciso de apenas nove vereadores para que o processo seja levado adiante.

"Se fizermos um levantamento do contrato assinado pelo município com a empresa será possível mostrar que nem 20% do contrato foi executado, embora a empresa seja lucrativa, faltou gestão por parte do governo. Sei que a empresa tem funcionários qualificados, mas a gestão do atual governo só demonstra que vender a companhia não resultará em bons serviços para a população gonçalense", declarou o tucano.

"Seis governadores indiciados na lava jato e lá está o governador Pezão. O mesmo que hoje quer vender e privatizar a companhia. Muitos funcionários buscam trabalhar bem, o serviço perdeu qualidade porque não conseguem apoio e cobertura do Estado. Sucatearam a companhia ao longo dos anos. E agora Pezão quer dar o golpe final, entregando a Cedae sob a falácia de uma dívida que ele mesmo acumulou".

Com a CPI será possível diagnosticar todo o investimento feito ao longo dos anos e propor que o município tenha autonomia no modelo de gestão da empresa que é responsável pela água e esgoto da nossa cidade.

"Me coloco a disposição para defender os interesses da população que não está de acordo com esse governo", ressaltou.

Sandro ainda apontou que a "teia" de privatização serve apenas para interesses econômicos da cúpula do governo do estado.

"Se o contrato que é feito com o município não foi cumprido precisamos investigar. A companhia é lucrativa e se privatizarem na crise que está, daqui a pouco a gente não vai nem saber com quem reclamar quando nossa água acabar ou nossa Baía de Guanabara ficar mais poluída. governo sem moral, por isso, não podemos entregar nosso município. Temos que nos unir", finalizou.