Foto: Divulgação/Câmara Municipal de SG
Taxistas de São Gonçalo apresentaram uma série de propostas aos vereadores da cidade durante audiência pública na Câmara Municipal na última segunda-feira. Entre as reivindicações está o aumento do número de concessões em conformidade com o número de habitantes, desonerar os taxistas até que o poder público regulamente o transporte por aplicativos (aplicativo municipal único) e distribuição de pontos para cooperativas e universalização dos pontos.

Com o tema “Mobilidade Urbana e a Concorrência com Transporte que utilizam Aplicativos”, o encontro teve a presença ainda de associações, sindicatos e cooperativas do Rio de Janeiro e Niterói. O presidente da Câmara Municipal, Diney Marins, garantiu que levará todas as reivindicações ao Poder Executivo.

"Esta audiência pública tem o objetivo de fomentar o debate e buscar melhorias quanto à mobilidade urbana. Abrimos está Casa Legislativa para que vocês possam fazer suas reivindicações para intermediarmos junto ao Poder Executivo. Acredito que poucos saibam, mas fui taxista e com este ofício consegui pagar a minha faculdade. Tenho um grande respeito pela categoria", destacou Diney Marins.

No encontro, o presidente da Associação de Transporte Executivo (Astrex), Delmar Pereira, ressaltou que a categoria pretende cobrar o cumprimento das normas aprovadas e a regulamentação do transporte executivo. “Solicitamos as autoridades municipais que olhem pelos taxistas. Temos uma lei federal e outra municipal.  Os aplicativos são usados de forma irregular e isso precisa ser cumprido. Um taxista tinha abandonado a categoria para virar Uber e retornou. Porque é um trabalho exploratório, onde se perde 25% de cada corrida”, observou.

Taxistas garantiram ainda que há enfrentamento direto com os motoristas dos aplicativos e existe falta de respeito com normas. “Na cidade há faixas seletivas para ônibus e táxis. Eles não respeitam nem uma nem a outra e ainda oferecem o serviço sem utilizar o aplicativo, sendo motivo de discussão e brigas” explicaram.

O taxista William Sapucaia, em sua fala, pediu que o Poder Executivo libere um número maior de autonomias de acordo com o número de habitantes da cidade. “Tem um fila de mais de 400 pessoas esperando para pela autorização. A cidade tem cerca de 700 táxis, mas é necessário aumentar este número”.

No final da audiência pública, os taxistas apresentam 12 reivindicações aos Poderes Legislativo e Executivo: aumentar o número de concessões em conformidade com o número de habitantes; rever a situação das condições dos motoristas auxiliares e de diárias; determinar o prazo para extinção das permissões de motorista auxiliar; desonerar os taxistas até que o poder público regulamente o transporte por aplicativos, - Implantação de aplicativo municipal único; flexibilização dos critérios de vistoriais anuais; intensificar as ações de fiscalização junto aos profissionais de transporte por aplicativos; discutir a distribuição de pontos para cooperativas e universalização dos pontos de táxis; revisão da tabela de preços do táxi, após a desoneração; montagem de estratégia de marketing para o táxi municipal; apresentação de novo projeto lei regulamentando a função; alteração do prazo do processo seletivo da lei 578; e convidar todas as cooperativas do município para reuniões.

Na Mesa Diretora, além do presidente Diney Marins e dos vereadores: Alexandre Gomes, Jorge Mariola, Salvador Soares, Lucas Muniz e Seu Marcos, estavam Delmar Pereira - Associação de Transporte Executivo (Astrex), Willian Sapucaia (taxista), Wellington Gomide (Coopergon), André de Oliveira, presidente da Associação de Assistência aos Motoristas de Táxis do Brasil (Aamotab), Antônio Oliveira (Sindicato dos Motoristas Auxiliares) e Daniel Félix (fiscal de transporte do município), representando o secretário de Transporte, Jorge Maranhão, e o secretário municipal Evanildo Barreto (Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia).