Pátio da Fazenda | Foto: Divulgação/Reprodução
O Complexo da Fazenda Colubandê completa 400 anos de idade em 2018. A Fazenda Colubandê é uma das fazendas coloniais mais importantes do Brasil. Marco da arquitetura colonial brasileira, a sua história começou no século XVII, quando foi comprada por Duarte Ramires de Leão e ali sua família viveu até o século XVIII, tornando-se a propriedade uma das maiores produtoras de cana-de-açúcar da região. Sua construção data provavelmente de 1618.

Abandonada há pelo menos cinco anos, desde que o Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente (BPFMA) deixou o local, o patrimônio histórico da humanidade e principal símbolo de São Gonçalo vê uma novo oportunidade de voltar a brilhar e receber o devido tratamento e importância.

Desde 2012, diversos movimentos e mobilizações foram realizados pela população gonçalense em prol da Fazenda Colubandê. Um avanço nas conversas com a Secretaria de Estado de Cultura pôde acontecer, finalmente, no final de 2017, onde o secretario de cultura do estado, André Lazaroni, recebeu e ouviu a demanda da população em relação a fazenda. A partir dessa oportunidade, começou a ser reiniciado o POC, que é o Programa de Ocupação Cultural, e a reabertura da Fazenda virou uma possibilidade real.

Durante um encontro regional em São Gonçalo [4 de julho de 2017], o secretário de cultura garantiu que reabriria a Fazenda Colubandê através de uma parceria público privada (PPP), aproveitando a Lei de ICMS. A partir desse apontamento, a equipe da Secretaria Estadual de Cultura começou a se articular e convidou e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo para desenhar uma parceria para esse processo de ocupação.

"Construímos o projeto (a partir do acúmulo de 5 anos de atividades dos movimentos sociais e culturais locais), enquadramos dentro da lei de ICMS e na reta final para essa reabertura tivemos algumas barreiras que precisam ser ultrapassadas. Uma delas é a liberação em definitivo por parte da Secretaria de Planejamento e Gestão para o uso cultural da Fazenda, além da Polícia Militar (que atualmente ocupa o aparelho) entender que a Fazenda teria uma potência muito maior sendo usada pela cultura", afirma Romário Regis, um dos coordenadores do projeto de ocupação da Fazenda.

Com informações: www.romarioregis.com