Reitoria da UFRJ | Foto: Reprodução
Em conversa com o secretário municipal de saúde de São Gonçalo, Dr. Jefferson Gomes, o deputado estadual Renan Ferreirinha propôs uma parceria do município com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que está produzindo respiradores pulmonares para tratar os pacientes diagnosticados com coronavírus.

Os respiradores ainda estão em fase de teste, mas, com o protótipo aprovado, precisarão fazer o teste diretamente nos pacientes, mediante autorização da família. O deputado propôs ao secretário que o município declare interesse em receber os equipamentos da universidade. Em resposta, o secretário afirmou que irá levar a proposta ao comitê de crise do município, e afirmou que a proposta é de grande valia para a cidade.

De acordo com as informações fornecidas pelo secretário Jefferson ao deputado, São Gonçalo conta hoje com 50 respiradores próprios. A estimativa é de que a utilização máxima prevista seja de 120 respiradores. Com o aporte de 40 leitos de UTI no hospital de campanha construído pelo Estado, o número final será de 90, tendo uma demanda então de 30 respiradores.

Outros pontos discutidos entre o deputado e o secretário de saúde:

LEITOS PARA TRATAMENTO
Questionado sobre a quantidade de leitos na cidade, o secretário respondeu que São Gonçalo tem atualmente 157 leitos reservados para tratar pacientes diagnosticados com coronavírus, sendo 50 deles de UTI. Até a data de hoje, dia 21 de abril, a secretaria de saúde registrou 146 casos confirmados de coronavírus e mais de 2.300 suspeitos.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO 
O secretário afirmou que o município adotou um protocola de treinamento para os profissionais que estão na linha de frente no combate ao coronavírus. Afirmou também que o município está fazendo a compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) com recursos próprios, além de doações. A secretaria também está adotando medidas para que os equipamentos não sejam utilizados em ambientes que não exigem necessidade.

QUANTIDADE DE PROFISSIONAIS
O secretário disse que houve uma dificuldade inicial para convocar os profissionais a atuarem no combate ao vírus, mas que "as conversas estão ajudando a conscientizar muitos profissionais a trabalharem, entretanto, a dificuldade ainda aparece." Dr. Jefferson afirmou que atualmente não há falta de profissionais de saúde na cidade.