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O governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, decidiu demitir o secretário de saúde Edmar Santos em meio à pandemia de Covid-19 após escândalos de corrupção. O clima estava insustentável no Palácio Guanabara e o governador já vinha cogitando a possibilidade da exoneração desde que as denúncias começaram a surgir.

O novo secretário de saúde do estado será o diretor do hospital universitário Gaffrée e Guinle, Fernando Ferry.

A secretaria de saúde é alvo da Operação Favorito, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), que investiga o empresário Mário Peixoto, maior fornecedor de mão-de-obra terceirizada da atual gestão de Witzel e também da do ex-governador Sérgio Cabral, preso em Bangu 8 pela Lava-Jato. Inclusive os hospitais de campanha para tratamento da Covid-19, construídos no governo Witzel, entraram na mira dos investigadores. As fraudes podem ter causado um prejuízo de quase R$700 milhões aos cofres públicos nos últimos oito anos.

Investigação atinge diversos secretários

Os negócios de Mário Peixoto, segundo a denúncia do MPF, ainda estão entranhados em acordos obscuros na Secretaria de Saúde, de Edmar Santos, e na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e na Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância (Cecierj), ambas subordinadas a Leonardo Rodrigues, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. A força-tarefa também encontrou irregularidades no Departamento de Trânsito (Detran-RJ), que tem influência de outro secretário amigo de Peixoto: Lucas Tristão, de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, e de deputados estaduais. Alvo de uma devassa da Lava-Jato em 2018, o órgão faz parte da estrutura do vice-governador Cláudio Castro (PSC).

Com informações de Veja.